União de Sindicatos do Porto

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103.847 desempregados desaparecidos no distrito do porto em 2010!!!

Estes “desaparecidos” decorrem somente da análise dos números publicados pelo IEFP e têm por base a simples aritmética entre o número de desemprego registado, as novas inscrições e as colocações anunciadas.

Tomando por base estas três informações, cuja origem, repita-se, é o próprio IEFP, facilmente se chega à conclusão que, dos 124.693 desempregados inscritos no fim de 2009, acrescidos dos 114.460 que ao longo de 2010 se inscreveram, mesmo retirando os 8.834 que se encontram empregados através dos centros de emprego, comprovam-se 103.847 trabalhadores que não foram colocados, mas que, por razões que se desconhecem, não se consideram como desempregados no distrito do Porto. O IEFP apresenta como número de desempregados no distrito, no fim de 2010, somente 126.472 trabalhadores.

As contas são simples:

(1) Desempregados no fim de 2009 ……………………….

-

124.693

(2) Inscritos ao longo de 2010 ……………………………...

-

114.460

(3) Colocados ao longo de 2010 …………………………...

-

8.834

Desempregados não colocados no fim de 2010 (1+2-3) ..

-

230.319

Desemprego declarado pelo IEFP no fim de 2010 ………

-

126.472

Diferença por explicar ……………………………………….

-

103.847

Perante tais contas facilmente se percebe que foram eliminados 103.847 registos do ficheiro do IEFP no ano de 2010. Com base em que critérios? Poderá o IEFP garantir e provar que estes mais de 103 mil trabalhadores se encontram a trabalhar?

Sobre este assunto foi o Presidente do IEFP questionado uma vez mais, depois de desde Dezembro/2010 o ter sido por diversas vezes com base no número de desempregados eliminados mensalmente dos ficheiros. Até hoje não foi apresentada, por nenhum meio, nenhuma explicação plausível.

Dada a dimensão do problema, pelo número de desempregados envolvidos, cuja consideração, não fosse a sua eliminação dos ficheiros do IEFP, elevaria a taxa de desemprego no distrito para valores bem acima de 20%, sendo assim obrigatória a explicação desta situação por parte do Presidente do IEFP e da própria Ministra do Trabalho, que está a par dos esclarecimentos solicitados e até à data não prestados.

A não existir a explicação, a conclusão a tirar é a de que o governo PS tenta disfarçar a dimensão das consequências sociais graves das políticas de direita com que têm sucessivamente castigado os trabalhadores.

Para mais informações, consultar página da USP www.usporto.pt, gabinete técnico.

Porto, 08 de Abril de 2011

A Direcção da União dos Sindicatos do Porto/CGTP-IN